De repente, eu perdi o meu medo da chuva

A hipocrisia humana não tem limites, e parece que quando esse ser humano é rotulado de ‘brasileiro’, a hipocrisia aumenta mais ainda. Percebi isso ao ver a repercussão do maravilhoso vídeo de Carolinie Figueiredo, atriz de Malhação ID.

Com muita sabedoria, o vídeo é uma chuva de sensibilidade por parte da atriz; uma lágrima divina derramada em nossas existências, que me trouxe de volta a esperança na humanidade.

Muitos de nós temos medo da chuva. Temos medo por condicionamento; nossos pais e avós falam barbaridades da chuva: que ela nos deixa doentes, resfriados, sereno antes da chuva faz mal, etc. Mas Carolinie me fez recordar Raul Seixas, em um trecho de sua música: “Eu perdi o meu medo da chuva, pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar. Aprendi o segredo da vida vendo as pedras que choram sozinhas no mesmo lugar.”.

O vídeo de Carolinie denunciou o comodismo da nossa raça, a insuficiência dos ideais, a beleza da natureza, o quão pequeno são os problemas criados pelo pensamento, o quão pequeno somos em relação ao mundo, o quão pequeno o mundo é em relação ao Cosmos e, principalmente, que há uma saída: o amor.

Porém, o amor foi o que foi deixado de lado por todos os brasileiros que criticaram, sem fundamentos alguns, o belo vídeo. Brasileiros que não conseguem enxergar além da domesticação da Televisão (com letra maiúscula, comparável à Deus) tiveram a audácia de xingar e menina, como também acusá-la de estar usando drogas para gravar o vídeo.

Drogas? A libertação humana não depende de drogas, mas para esses infelizes que não enxergam nada além do nariz, drogas como religiões organizadas, Televisão, cocaína, tabaco e álcool são as únicas maneiras de alcançarem algum estado de consciência satisfatório.

Mas Carolinie não precisou disso, e isso é claro. Claro como aquela chuva de 4 de Dezembro. Qualquer pessoa com sensibilidade e conexão o suficiente com a humanidade consegue perceber a sinceridade nos olhos dessa menina. Sinceridade que fez transbordar Beleza (com letra maiúscula, comparável à Deus) em sua fala.

Aos hipócritas que a criticaram: meu problema não é com a crítica, que critiquem, mas é importante que tenha um mínimo de fundamento – e educação, que pelo jeito falta – para criticar coerentemente.

Não se esqueça, você é o mundo, e o mundo é o que você é. Se somos brutos, violentos, hipócritas, comparadores e competidores, é isso que o mundo será. Reveja seus atos e avalie suas consequências com o todo, o coletivo.

De repente, eu perdi o meu medo da chuva.

O vídeo:

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2 Responses to “De repente, eu perdi o meu medo da chuva”

  1. Muito interessante seu texto. De fato, ela falou coisas muito importantes e que precisam ser ditas mesmo por pessoas influentes. Só não sei se ela estava realmente “limpa” ao falar isso.

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  2. Ela está de parabéns pelo que disse. As pessoas sempre criticam os outros por serem falsos e quando alguém começa a falar diferente e viver diferente, ela é criticada e taxada de louca e drogada. É uma pena que as pessoas vejam os felizes assim.

    Porque tomar banho de chuva é bom e ser feliz de consciência limpa é melhor ainda.

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