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No futuro, quem irá comprar a Netflix?

Almoçando com meu amigo João Gabriel Chebante, nos perguntamos qual empresa teria mais inclinação para tentar comprar a Netflix: Apple, Facebook, Google ou Amazon?

A Netflix já é uma gigante. Possui um valor de mercado de 143 bilhões de dólares, aproximadamente 158 milhões de assinantes em todo o mundo e suas produções originais já receberam 432 nominações e ganharam 72 prêmios, entre Oscars, Emmy e Globo de Ouro.

A grande questão é: mesmo sendo uma empresa imensa, ela possui apenas um modelo de negócio rentável (venda de assinaturas), o que é bastante frágil para se manter a longo prazo. O caminho mais demorado (e que garante autonomia) é diversificar a captação de receita, e o mais curto (e mais imprevisível) é ser comprada por alguma outra empresa mais gigante ainda, como por exemplo:

Apple

Apple possui aproximadamente 101 bilhões de dólares em caixa, e nos últimos anos a empresa vem entrando forte no mercado de streamings e assinaturas, inclusive contratando experts para produção de conteúdo original para sua mais recente Apple TV+ (concorrente direto no Netflix).

Ainda não fez uma aquisição de grandes proporções como essa e um grande contra é que a marca Netflix é tão grande que dificilmente seria absorvida pela marca Apple, que está acostumada a comprar produtos e colocar sob suas asas em um processo de rebranding (uma fusão da Netflix com a Apple TV+ por exemplo seria inimaginável).

Facebook

Facebook possui aproximadamente 52 bilhões de dólares em caixa, e no seu portfólio de produtos adquiridos não há nenhuma empresa de streaming de vídeos nem de produção de conteúdo original. Zuckerberg possui expertise em comprar empresas que não tenham relação direta com seu produto principal, sem modificar seu branding, o que é uma grande força para essa aquisição.

Seria, para a Netflix, um ponto forte, visto que sua marca continuaria independente, e contaria com a capilaridade financeira oferecida pelo Facebook. Porém, as ofertas de outros players podem soar mais interessante, dado que o Facebook vem perdendo valor de marca pelos diversos escândalos em que se envolveu nos últimos anos.

Google

Google possui indiretamente 121 bilhões de dólares em caixa (em sua holding Alphabet, a qual é responsável por outras marcas menores), e o maior serviço de streaming de vídeos do mundo, o YouTube. A própria Netflix já assumiu que o jogo Fortnite e YouTube são mais concorrentes que Amazon Prime Video e Disney+.

Neste caso, a Google está acostumada a adquirir empresas que são concorrentes de seus produtos atuais, numa estratégia de tentar fusão de marcas ou ampliar seu market share. Porém, pelo YouTube ser um dos maiores players do mercado neste segmento, tal compra se torna mais complicada, mas não impossível.

Amazon

Amazon possui aproximadamente 45 bilhões de dólares em caixa e, tal qual a Apple, também já está disputando mercado de streamings de vídeo com a Amazon Prime Video, lançado em 2013 e já presente globalmente.

Apesar de possuir bem menos caixa que Apple e Google, a Amazon possui a vantagem de já ter expertise em produção de conteúdo original desde 2010 (com a Amazon Studios) e uma empresa com sólida presença em diversos mercados, o que daria mais segurança para a Netflix experimentar novos modelos de negócios e aumentar sua presença global.

Apostas menos óbvias, mas que não podem ser descartadas

Empresas chinesas

Tencent é uma gigante multinacional chinesa com negócios em redes sociais (WeChat), jogos (Tencent Games), fintech (WeChat Pay) e muito mais. Praticamente uma mistura de Amazon, Google, Facebook e Apple, e que domina o mercado asiático.

Recentemente, a empresa comprou 10% da Universal Music Group, pelo valor de 3,4 bilhões de dólares, transformando a Universal na empresa mais valiosa do meio musical, agora avaliada em 30 bilhões de dólares.

Se tem uma coisa que empresas chinesas possuem é dinheiro em caixa, e muito desejo em expandir seus negócios para mercados ocidentais. Não seria de todo absurdo uma tentativa de comprar a Netflix, seja pela Tencent ou por outras gigantes como a Alibaba, Baidu e Ant Financial.

Joint venture entre Apple e Disney

Apple e Disney são duas empresas que possuem relacionamento próximo há muito tempo, apesar de já serem concorrentes no segmento de streaming de vídeos. Steve Jobs, ex-CEO da Apple, possuía, por exemplo, 7,3% das ações da Disney, adquiridas após a venda da Pixar.

Não é absurdo imaginar que as duas empresas poderiam se juntar para tentar comprar a Netflix. A grande complicação dessa negociação seria a formatação da divisão da Netflix entre as duas gigantes, mas para tudo se dá um jeito.

Microsoft

Outro proponente improvável, mas não impossível, é a Microsoft. Habituada a adquirir outras empresas em diferentes segmentos, e com aproximadamente 136 bilhões de dólares em caixa, tentar comprar a Netflix posicionaria a gigante em um mercado ainda não explorado por ela.

Parecido com o Facebook, a Microsoft não costuma modificar o nome das empresas que adquire, sendo um ponto super positivo para a aquisição. Além disso, a compra faria a Netflix ficar próxima da marca de videogames Xbox, um mercado que cresce em proporções absurdas e possui muita sinergia com streaming de vídeos.


Essas são apenas breves suposições que surgiram em um almoço descontraído. Com certeza, se pararmos para pesquisar a fundo o assunto, novas possibilidades e caminhos surgirão.

Se você possui alguma ideia de qual empresa poderia comprar a Netflix e por quê, conta aqui nos comentários!

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